Você conhece o seu Ciúme?

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Hoje falaremos um pouquinho sobre algo que está presente na vida de todos nós e se ele estiver dentro da média pode até nos fazer bem, pois ser ciumento muitas vezes é considerado pelas pessoas como uma demonstração de amor verdadeiro. O problema acontece quando esse sentimento se torna um mal para o relacionamento e o egoísmo e medo de perder o outro torna-se um fantasma na relação.

O ciúme nos acompanha durante toda a nossa vida e pode aparecer em todas as nossas relações, pois quem nunca sentiu ciúmes do namorado, marido, pai, mãe ou amigos? O ciúme costuma ser visto pela maioria das pessoas como uma “prova de amor”, um sentimento normal para quem ama de verdade. Quantas vezes vocês já ouviram dos ciumentos a frase “quem ama, cuida”. No entanto, se levarmos em conta que o amor é um sentimento voltado para o outro, baseado na confiança e aonde se quer o bem do parceiro amado, podemos perceber que o ciúme é na realidade uma distorção desse cuidado, pois é um sentimento egoísta, baseado no medo de perder a exclusividade sobre a pessoa amada e o amor desta.

Alguns estudiosos desse tema afirmam que o ciúme é a manifestação de um profundo complexo de inferioridade somado a um sintoma de imaturidade afetiva e de um excessivo amor-próprio, pois, o ciumento não se sente somente incapaz de manter o amor e o domínio sobre a pessoa amada, de vencer ou de afastar qualquer possível rival, mas sobretudo, ferido e humilhado do em seu amor próprio.

Um sentimento característico dos ciumentos é a inferioridade, pois estes não acreditam serem capazes de cultivar o amor do parceiro e sentem-se ameaçados por qualquer rival focando assim sua atenção apenas para essa possibilidade deixando de enxergar os outros pontos da relação.

Alguns autores dividem o ciúme em três níveis diferentes. O primeiro deles seria o “normal” que é o mais comum e podemos dizer que existe um motivo real em que o sujeito enciumado sente-se de alguma forma abandonado pelo parceiro e esse sentimento aparece em situações eventuais e pontuais. No segundo nível, chamado de Neurótico, o sujeito ciumento passa a ter uma sensação permanente de angústia e instabilidade, de insegurança em relação a si mesmo e ao outro, além da fragilidade da relação afetiva, podendo levar à pessoa a manter um permanente “estado de alerta”, pois ele tem a sensação de que pode ser traído ou abandonado a qualquer momento.

Nesse caso, o ciumento necessita constantemente se certificar de que o parceiro não está sendo infiel, mesmo que este não tenha apresentando nenhum motivo aparente para essa desconfiança tão grande. Assim, no ciúme neurótico, o ciumento está ciente de que o seu ciúme é exagerado, porém não consegue evitar esses comportamentos e sensações.

O terceiro nível pode ser denominado de paranoico ou delirante e é considerado o mais perigoso de todos, pois a desconfiança do ciumento cede lugar a uma certeza infundada de que está mesmo sendo traído ou abandonado. O pensamento delirante muitas vezes toma conta de todo sujeito e atinge níveis insuportáveis de tensão interna. Esse nível já é considerado  patológico e muito prejudicial para os relacionamentos, trazendo mal-estar tanto para o sujeito ciumento quanto para o parceiro que convive com ele.

Hoje, rapidamente falei sobre o ciúme e os seus níveis e é importante estarmos atentos aos nossos “ciúmes” para identificarmos se eles estão dentro do esperado ou já estão atrapalhando a nossa vida e relacionamentos. Sujeitos que apresentam o nível três de ciúme, devem buscar ajuda de um Psicólogo e fazer terapia para cuidar desse sentimento que está fora da curva para voltar a ter relacionamentos saudáveis.

Fico por aqui hoje, nos vemos em breve em mais uma matéria e caso vocês tenham algum duvida sobre esse assunto ou sobre outros já comentados aqui no site envie suas perguntas, pois terei o maior prazer de responde-las. Ate breve.

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