Transtorno Psicológico Infantil – Transtorno Bipolar

Transtorno Bipolar Infantil - imagemTranstornos Psicológicos na infância são mais comuns do que se imagina e retratam uma entre tantas angústias de pais de crianças e adolescentes. Muitas vezes, por esses problemas não serem corretamente diagnosticados, prejuízos físicos e emocionais podem ser levados para outras etapas da vida.

Nessa fase, a linha que separa os diferentes distúrbios é mais tênue do que na idade adulta, levando os pais a terem dificuldade em perceber o problema que o filho pode esta enfrentando. Uma criança depressiva, por exemplo, pode, além de ficar triste e chorosa, ser extremamente irritada. Já aquelas que sofrem de transtornos alimentares podem, além de se recusar a comer, mudar constantemente de humor e ter surtos de agressividade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência mundial desses distúrbios na infância e na adolescência chega a 20%, podendo levar a quadros mais graves quando não identificados e tratados. Muito mais do que teimosia ou rebeldia, essas atitudes são manifestações de labirintos na mente dessas crianças que, ao longo dos últimos anos, vêm sendo mapeados por cientistas na busca de diagnósticos mais precisos.

Levando em consideração essa dificuldade de identificação e a importância dela ser feita o quanto antes, vamos fazer uma serie de matérias apresentando os cinco transtornos psicológicos mais comuns na infância.

Começaremos hoje falando sobre Transtorno Bipolar. As crianças que têm o transtorno bipolar são invadidas por uma montanha-russa de sentimentos sem que possam, muitas vezes, compreender exatamente o  que estão sentindo. É valido lembrar, que dependendo da idade da crianças, elas não conseguem expressar com palavras o que estão sentindo ou pensando, como nos adultos fazemos. Por esse motivo, é ainda mais importante ficarmos atentos aos comportamentos dos nossos pequenos.

Esse transtorno se caracteriza pela oscilação entre períodos de extrema euforia e outros de depressão, como no adulto. A bipolaridade até pouco tempo era considerada uma doença de adultos. Mas estudos recentes começaram a apontar que o transtorno pode aparecer ainda na infância, e de forma mais freqüente do que se imaginava.

Embora ainda não haja um estudo em grande escala sobre a prevalência da bipolaridade na população infantil, estudiosos estimam que ela atinja até 2% de crianças e adolescentes ao redor do mundo. Um número preocupante, segundo especialistas em transtornos infantis.

Silzá Tramontina, psiquiatra de crianças e adolescentes do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, explica que atualmente cerca de 20% a 40% dos adultos com o transtorno já apresentavam sintomas quando criança. Essa informação é muito importante, pois, o quanto antes o problema for tratado, menores são os prejuízos que a pessoa tem ao longo da vida.

O que determina a probabilidade de uma criança ser bipolar e quais os fatores que desencadeiam o transtorno ainda não são questões totalmente esclarecidas pela ciência. Acreditasse que a genética é um fator, pois deixa o sujeito predisposto, mas o ambiente em que essas crianças vivem pode ser o fator determinante para o desenvolvimento do quadro ou não.

Para alguns estudiosos, a infância é um período onde a mente é altamente moldável, e a quantidade de estímulos a que os bebês e as crianças estão expostos atualmente, com cores, cheiros, desenhos e barulhos, poderia explicar parte do aumento dos diagnósticos.

Crianças bipolares experimentam variações de humor semelhantes a dos adultos com o transtorno, mas nem sempre da mesma forma e intensidade. Isso causa confusão em muitos pais, que acreditam se tratar de “coisas típicas da idade”. Uma das questões a ficar atento é a incapacidade que muitos deles apresentam em controlar seus acessos de raiva e ansiedade, colocando a si e aos outros em situações de risco.

Dessa forma, diante do que abordamos é importante ficarmos atento aos nossos pequenos e diante de duvidas ou de situações que estão fora do controle busque ajuda de médicos e psicólogos para que juntos possam identificar se existe algum transtorno.

 

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