Psicoterapia Infantil, a familia é importante na terapia?

Psicologia infantil criançasPsicoterapia Infantil: A importância da família.

 A entrada da criança em processo terapêutico traz junto à entrada da família. Podemos dizer que não existe terapia infantil sem a participação da família e da disponibilidade desta de abrir e, às vezes, modificar algumas características da dinâmica familiar. Fica mais fácil entendermos a importância dessa participação se tomar com ponto inicial a noção de família como um sistema, que pode ser definido como uma estrutura de elementos em interação, no qual a totalidade da família é diferente da soma de cada um dos seus membros.

Cada membro da família se relaciona através de subsistemas que são diretamente interligados, ou seja, cada membro sofre influência do sistema como o sistema é influenciado pelos seus formadores. Algum tempo atrás, recebíamos no consultório pais com o discurso: “meu filho tem um problema” ou “meu filho é um problema” e a partir dessa fala tentávamos identificar o problema no filho.

Hoje em dia é necessário compreender que os problemas individuais surgem através da história de vida e das relações estabelecidas em família. Neste sentido não há motivo para a separação da criança de sua família, nem para a exclusão desta do processo terapêutico.

Diante disso, a terapia para crianças inicia-se com uma entrevista com os pais, ou responsáveis legais, para que possamos entender um pouco da queixa, da rotina da criança, da dinâmica familiar, de como os laços são estabelecidos, quem são as pessoas de referências para a crianças, dentre outras informações.  Somente após esse primeiro contato com a família que pode ser feito em uma, duas ou três sessões dependendo da demanda é que a criança inicia os encontros com a psicóloga.

Ao longo do processo terapêutico será solicitada, com regularidade, a presença dos pais em algumas sessões, que devem acontecer em horário diferente do da criança e em comum acordo com essa. Isso mesmo, a criança será informada sempre que os seus pais forem ser convidados a irem ate o consultório, pois o mesmo critério de sigilo utilizado na terapia com adultos é valido para a terapia infantil. Sendo indispensável a manutenção desse para que a criança possa estabelecer um vínculo de confiança com a terapeuta.  Porém, sempre que necessário ou diante de alguma informação importante esse sigilo será rompido.

Uma pergunta frequente quando se fala em terapia infantil é: Qual a idade mínima para iniciar? Não existe uma idade mínima, algumas abordagens permitem o trabalho com bebês de colo. A idade não deve ser um fator impeditivo para procurar um psicólogo. Deve-se esta atendendo ao comportamento infantil e caso seja percebido algum problema sociais, de aprendizagem, agressividade, agitação excessiva, apatia, medo excessivo, distúrbios de alimentação ou no desenvolvimento, ou ainda quando a escola fizer o encaminhamento por motivos diversos, a crianças deve ser conduzida para terapia.

Espero ter conseguido esclarecer alguns dúvidas sobre esse assunto, aos poucos vamos conversando mais e esclarecendo outros pontos. Se tiver alguma dúvida deixe seu comentário no formulário abaixo que terei o prazer de responder. Até a próxima.

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