O uso da tecnologia na infância

site-o-uso-da-tecnologia-na-infanciaDurante a nossa vida vivemos buscando o equilíbrio costumo dizer que nada que esta nos extremos costuma ser saudável, seja para mais ou para menos. É preciso que encontremos um meio termo, um equilíbrio para todos os aspectos da nossa vida e a tecnologia não é diferente.

Com a rápida evolução da tecnologia e a facilidade de acesso a esta surge nos seio da maioria das famílias o questionamento: Existe risco a essa exposição crescente? Existe um limite adequado para a exposição? E essas perguntas se tornam freqüentes, pois se tomamos como tecnologia televisão, celulares, tablets, notebook são equipamentos presentes no nosso cotidiano fortemente.

A nossas crianças possuem fácil adaptação e aprendizagem. O processo de aprendizagem das crianças acontece, muito, pelo meio da observação e por observar os pais utilizando os equipamentos acabam aprendendo também. Se observamos os bebes já levam o dedinho ate o tablet na posição correta e crianças com mais de 1 ano já fazem todo o manuseio do aparelho. Como isso o que se pode ver é uma mudança radical no comportamento infantil. O que se vê hoje é uma legião de crianças isoladas em seus “mundinhos”, entretidas com aplicativos eletrônicos e desinteressadas pelas coisas reais.

Algumas pesquisas cientificas recentes tem levantado a hipótese de um risco maior de problemas emocionais e neurológicos frente ao uso superior de 4 horas das varias tecnologias. É valido ressaltar, que esse parâmetro é para adolescentes e adultos e quanto menor a idade, menor é o tempo indicado para o uso.

Essas pesquisas apontam que os principais prejuízos são: sensação de solidão, depressão, obesidade, ansiedade, baixa autoestima, dificuldade de interação e aumento de agressividade. Afirmam ainda que  boa parte dos adolescentes que costumam passar muito tempo conectados sentem desânimo, tristeza ou depressão pelo menos uma vez por semana. Este sentimento de vazio pode ser potencializado em uma casa onde todos, nos momentos de possível convivência, encontram-se “conectados” e “isolados”.

É comum observamos famílias em restaurantes jantando ou almoçando, que deveria ser um momento de interação da família, cada integrante com um celular na mão, em uma roda de amigos que estão reunidos para conversar é comum vermos alguns com os celulares na mão, enfim, são inúmeras as situações onde teoricamente as pessoas estão reunidas para interagir e acabam estando “só” no uso da tecnologia.

O caminho não é a proibição do uso, mas a consciência dele e sua adequação para cada faixa de idade, lembrando que o apego ao uso de tecnologia pode levar a prejuízos desnecessários. Ou seja, como iniciamos o texto dizendo é preciso encontramos um equilíbrio entre o uso excessivo e o uso saudável. É preciso impor limites, definir dia e hora para utilização e o pais são de estrema importância nesse processo, pois as crianças não possuem maturidade para fazer essa adequação sozinha. Interação social, contato e outras atividades fazem parte do nosso desenvolvimento saudável.

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