O que é a Dislexia?

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Hoje falarei um pouco mais sobre a Dislexia que é um transtorno genético e hereditário da linguagem, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com precisão e fluência, além de compreender um texto. Em diferentes graus, pois os sintomas mudam dependendo do nível do comprometimento do sujeito, a pessoa com dislexia tem dificuldade de associar o símbolo gráfico e as letras ao som que eles representam.

Quanto antes for feito o diagnóstico da dislexia, melhor será para evitar rótulos depreciativos ao portador. O ideal é que essa descoberta seja feita ainda na infância, para que dificuldades com os colegas na escola, constrangimento no local de trabalho, problemas de relacionamento seja com amigos, parceiros ou familiares, possam ser evitados ou que se aconteçam não sejam em virtude desse transtorno. Não é raro você ver um disléxico, por não saber a origem de seu problema, sofrendo críticas e ridicularização.

Os sintomas variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do transtorno e tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização. Entre os mais comuns encontram-se as seguintes dificuldades:
– para ler, escrever e soletrar;
– de compreensão do texto escrito;
– de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas;
– para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos;
– ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílaba; dentre outros.

Como já comentado, esses sintomas variam de acordo com o grau de comprometimento do sujeito. Acredito que com a apresentação dos sintomas fica mais claro a importância de fazer esse diagnóstico o quanto antes, pois o indivíduo encontrará dificuldades que podem causar desmotivação e até interrupção de planos estudantis e profissionais.

O diagnostico da Dislexia é feito por exclusão e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar formada por médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo e neurologista. Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.

O tratamento, também, deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar que vai buscar ajudar o sujeito à superar, na medida do possível, a sua limitação. O psicólogo, por sua vez, irá trabalhar as dificuldades de relacionamento, de convívio social, de falta de motivação, dentre outros. Terá como foco trabalhar para que esse sujeito consiga ser funcional e possa ter um bom desenvolvimento apesar do transtorno. Vale ressaltar, que ainda não existe a cura para dislexia.

Dessa forma, se você se identificou com o que foi apresentado ou conhece alguém que vem enfrentando dificuldades de aprendizado em qualquer fase da vida procure ajuda para que esse problema seja identificado e acompanhando da melhor forma.

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