Diferença entre medo e fobia

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Nos dias de hoje temos tendência a super dimensionar os nossos sentimentos em função da busca incansável pela sensação, permanente, de felicidade. Uma das emoções que é normal sentirmos é o medo. Durante o nosso crescimento e aquisição de senso de perigo, distância, altura e de conhecimento dos nossos limites é essencial sentirmos medo, pois ele nos impede de fazer e ter alguma ação que possa nos ser destrutiva.

A palavra medo surge do termo latim metus. Significa uma perturbação angustiosa diante de um risco ou uma ameaça real ou imaginária ou receio e apreensão de que venha a acontecer algo contrário aquilo que se pretende. O medo é uma das emoções primárias que resultam da aversão natural à ameaça, presente tanto nos animais como nos seres humanos.

Tendo em vista que o medo é uma emoção primária e que nos protege ao longo de nossa vida é normal termos medo diante de algumas situações vistas como ameaçadoras, situações novas que nos coloquem em contato com o desconhecido e que desafiem a nossa sensação de segurança.

E quando o medo passa a ser uma preocupação? O medo deixa de ser normal quando começa a prejudicar a nossa funcionalidade e podemos observar isso quando passamos a achar que o nosso medo esta maior do que a situação exige ou até mesmo quando começamos a ouvir de amigos e ou familiares que o medo esta super dimensionado, quando isso acontece surgem as fobias.

Fobias são medos irracionais, além da medida, reconhecidos como absurdos pela própria pessoa que os sente e que apesar disso, não consegue dominá-los fazendo com que elas se esquivem da situação que esta ocasionando o medo. Os principais tipo de fobias são: agrofobia que se caracteriza pelo medo de grandes espaços, multidões e do escuro; acrofobia que é o medo de lugares altos; claustrofobia que é o medo de lugares fechados, dentre outros.

De acordo com a Psicóloga Neuza Corassa, fundadora do CPEM – Centro de Psicologia Especializado em Medos, as fobias podem surgir, principalmente, através da escuta de historias ruins que fazem a pessoa ficar traumatizada com a situação; por associação, ou seja, a pessoa esta ansiosa enfrentando um dia ruim e sofre uma colisão de transito e o associa ao momento ruim e por ter passado por experiência traumática com o objeto e ou situação de sua fobia.

Diante do diagnóstico de Fobia, que não necessariamente precisa ser um diagnóstico formal, mas se você percebe que o seu medo em alguma situação é além do esperado e é capaz de paralisa-lo, é indicado buscar ajuda psicológica que as vezes pode ser associada ao uso de alguma medicação para evitar as crises. Durante a psicoterapia iremos buscar as causas dessa fobia, eliminar os sintomas e buscar um desenvolvimento pessoal mais aprofundado para, tentarmos, evitar que outras fobias, da mesma ordem, surjam. Dessa forma, se você identifica alguma fobia em seus comportamentos e está sofrendo, fico a disposição para ajudar e tentar juntos entendê-los e superá-los.

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