Depressão Pós-Parto para a Stetic Class

Daremos uma pausa na sequência de posts sobre os transtornos psiquiátricos infantis para compartilhar com vocês uma matéria que fiz falando sobre depressão pós-parto para a clínica Stetic Class.

Segue abaixo o vídeo gravado para a clínica e logo após o texto na íntegra da entrevista sobre a depressão pós-parto.

Olá, Sou Rafaela Câmara psicóloga com formação em Gestalt Terapia e especialização em Neurociências e Reabilitação. Trabalho, atualmente, como psicóloga clínica com o publico infantil, adolescente e adulto abordando os mais diversos tipos de transtornos psiquiátricos, questões emocionais, reestruturação de carreira profissional, acompanhamento psicológico no processo de emagrecimento, dentre outras questões. No mesmo espaço clínico, também realizo processos de Reabilitação Neuropsicologica com pacientes com quadros mais graves de transtornos psicológicos, Alzheimer, demência,, TC, dentre outras.

Vim aqui hoje para te falar sobre a Depressão Pós parto e a importância de ficar atenta aos sintomas. Muitos já ouviram falar sobre ela, mas muitas vezes não reconhecem a importância dela ser identificada e tratada.
Quando recebemos a notícia que um bebê vai chegar a família a felicidade é grande e até o seu nascimento iremos nos preparar e preparar o ambiente para recebê-lo da forma mais acolhedora e confortável. Porém, o momento da chegada do tão esperado bebê, não é fácil e exige da mamãe uma série de novos comportamentos, percepções e sentimentos que ela nunca imaginou poder sentir.

É nesse momento que a expectativa de viver um momento pleno de felicidade vai embora e a realidade se mostra. De fato, a mamãe estará vivendo um momento de muita felicidade, mas não só isso e começam a surgir alguns pensamentos que trazem desconforto, como:
– Perdi o controle da minha vida, pois só tenho tempo para atender às necessidades do bebê que parecem nunca acabarem;
– Minha vida social nunca mais será a mesma,
– Meu marido e meu filho mais velho não vão mais gostar de mim, pois não tenho tempo e energia para estar com eles,
– Preciso de ajuda, mas como eu vou pedir ajuda? Sou mãe e preciso dar conta de tudo.

Antes de entrarmos nos sintomas da depressão Pós parto é válido falarmos, rapidinho, sobre o puerpério que é, normalmente, os período formador pelos primeiros 40 dias após o parto. Nesse período ocorrerão intensas mudanças físicas e psicológicas nas mamães num curtíssimo espaço de tempo e essas contribuirão para o aumento da insegurança da mamãe em relação aos cuidados com o seu bebê e consigo mesmo. É normal nesse período, oscilações de humor, choros repentinos sem motivo claro, sensação de incompetência, dentre outras. Mas se elas forem passageiras são apenas características do puerpério.

Por sua vez, a depressão pós-parto pode surgir de diferentes modos e momentos até o primeiro ano de vida do bebê. Ela vem com sintomas bem intensos e prolongados como: tristeza e angústia a maior parte do tempo do seu dia, incapacidade de apreciar a vida e sentir prazer, sensação de incapacidade de tomar decisões mesmo que pequenas, reclusa social, falta de apetite ou muito apetite, pouco interesse pelo bebê, incapacidade de cuidar de si e do bebê, dificuldade para dormir, cansaço extremo, falta de energia, dentre outros. Um dos sintomas mais grave da depressão pós-parto é o pensamento constante em suicídio ou morte, mas esse sintoma é mais raro e tende a aparecer em mamães com um quadro grave.

Ainda hoje não existe uma causa definida para o surgimento da depressão pós-parto. Sabe-se que fatores físicos, emocionais e de estilo de vida podem influenciar de alguma forma no surgimento da doença. Os fatores físicos que podem favorecer o aparecimento são a queda drástica dos níveis de progesterona e estrogênio logo após o parto, mudança mo volume de sangue, pressão arterial, metabolismo, podem contribuir para uma maior fadiga e alterações de humor. Os fatores emocionais seriam a pressão psicológica, o alto nível de estresse, privação do sono, baixa autoestima em relação ao corpo, perda do controle da vida, dentre outros. E os fatores relacionados ao estilo de vida seriam um bebê exigente, dificuldade para amamentar, filhos mais velhos com ciúmes, problemas financeiros, falta de apoio do parceiros e outros.

A depressão pós-parto afeta hoje cerca de 2 milhões de mamães por ano e não deve de forma alguma ser motivo de vergonha.. É importante ser capaz de reconhecer que você pode estar sofrendo e procurar ajuda o mais rápido possível. Procurando os profissionais certos eles serão capazes de identificar os sintomas e trazer uma sensação de alívio o tratamento correto, você ficará bem.
Percebendo os sintomas a mamãe deve imediatamente busca ajuda de um psiquiatra, Psicólogo ou do seu obstetra para que possa ser fechado o quadro de depressão pós-parto e o tratamento iniciado. Esse normalmente é feito com medicação e acompanhamento psicológico.

É valido lembrar que o pai também pode se sentir deprimido após o nascimento do bebê. Mesmo que ele não passe tanto tempo cuidando diretamente do bebê como a mãe, para a saúde dele e para o bem estar de toda a família, é importante que ele também receba apoio. Pois esse pai, também, está ganhando varias responsabilidades novas além de um filho.

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