Como você lida com a sua tristeza?

Tristeza 2Para finalizar essa serie de matérias sobre assuntos que chegam constantemente ao consultório e que podem nos impedir de fazer um 2017 diferente irei falar hoje sobre tristeza. Não tinha pensado em falar sobre esse tema nessas matérias, mas essa semana recebi no consultório um paciente que havia terminado o seu processo terapêutico em 2014. Na época o paciente estava estável, funcional, tendo um bom desempenho na vida profissional, social e tinha alcançado mais alguns objetivos que o tornavam pronto para receber alta da terapia.

Quando retornou essa semana ao consultório veio com a queixa de que estava se sentindo muito triste e essa tristeza estava permeando todos os aspectos da sua vida. Ao conversarmos um pouco mais ele contou que, recentemente, tinha perdido dois entes queridos, sendo um deles a sua figura paterna, e desde que isso tinha acontecido de vez em quando pegava-se triste no trabalho, lembrando de coisas boas que tinha vivido com essas pessoas e que não queria esta triste, que não é “normal” ficar triste.

E ai, eu pergunto: não é normal ficarmos triste? Porque não podemos ficar triste? Quem ou quando nos disseram que não podemos ter momentos de tristeza? Vivemos em uma sociedade que nos impõe a obrigação de sermos felizes o tempo inteiro.  Mas isso é possível?

A tristeza assim como a alegria, o medo, a angustia, faz parte dos sentimentos que teremos ao longo da nossa vida e que surgiram de acordo com o momento que estamos vivendo. É esperado que ao longo dos dias nos sintamos todos eles, de forma, intensidade e tempo diferentes, mas que sintamos.

O que não pode acontecer é essa tristeza passar a ser uma constante em nossas vidas,  começarmos a nos esquivar das nossas obrigações, das situações sociais que antes eram vividas com prazer, dos nossos hábitos de higiene pessoal, ou seja, que essa tristeza atrapalhe a nossa funcionalidade.

O paciente supracitado estava trabalhando normalmente, nos finais de semana fazendo os programas que costumava programar junto a família, só fazia 1 mês que a perda tinha acontecido, então ele estava bem, mas triste ainda se recuperando da dor de ter perdido duas pessoas queridas.

Dessa forma, a tristeza faz parte da nossa vida, nos podemos sim estarmos triste o que não pode acontecer é essa tristeza demorar a passar e começar a prejudicar a nossa funcionalidade. Fique atento aos seus sentimentos, perceba como eles chegam e o que eles causam. Devemos buscar o equilíbrio e não deixar que esses momentos justifiquem os nossos fracassos ou dificuldades de concretizar projetos. Permita-se estar triste, mas não ser triste e se esta assim busque ajuda.

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