A Auto-Mutilação na Adolescência

imageHoje falaremos sobre um comportamento, mais comum, na vida de adolescentes , mas que pode está presente em qualquer faixa etária e costuma assustar bastante os familiares quando surge.
A auto-mutilação é caracterizada pela ação na qual o sujeito se machuca. Essa ato pode ser executado com o próprio corpo, como as unhas, ou como objetos externos, como estilete, tesoura, dentre outros.
Na maioria das vezes quando os pais ou cuidadores percebem que o adolescente está se auto-mutilando isso já vem acontecendo a algum tempo e os pais relatam não terem percebido nenhum sinal de alerta. Devido a isso, eles quando descobrem são tomados por uma grande preocupação e desorientação quando confrontados pelo problema. A dor dos adolescentes que se mutilam é grande e os pais precisam receber orientação o mais rápido.
Embora possa parecer estranho, a auto-multiação entre os jovens pode ocorrer como uma espécie de “moda”, quando alguém no grupo experimenta fazê-la e caba sendo seguido pelos outros. No entendo, por ser uma experiência muito dolorosa, a maioria dos adolescentes acabam por interromper o comportamento. Quando a auto-mutilação persiste, geralmente é porque estamos diante um adolescente que vivencia uma grande dor emocional, que busca na dor física a justificativa para a dor emocional.
Alguns estudos apontam, que os adolescente que optam pelo mutilação são mais sensível às emoções, sentido-as de forma mais profunda e intensa que os outros e optam por não expressá-las demorando, assim, mais tempo para sentir-se reconfortado, com os custos dessa escolha.
Manter a calma será um passo importante para os pais quando descobrirem que o filho se auto-mutila, pois alguns pais reagem com pânico e desorientação, o que poderá agravar ainda mais a sensação de desconforto do adolescente. Reconhecendo esse comportamento será fundamental a adoção de uma postura de disponibilidade para escutar o que preocupa o jovem e o que está sentindo. É preciso mostrar interesse pelo discurso dele, deixar o espaço aberto para a conversa, mas sem obrigá-lo.
Em paralelo a essa mudança abertura do espaço em casa o adolescente deve ser imediatamente encaminhado para um psicólogo para que possa ser tomada outras providências de melhoria e entendimento do momento vivido pelo jovem. Por isso, se identificar casos como esse na sua família busque ajuda o mais rápido para que possa ser realizado o tratamento correto.

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